Pelo radialista Renê Sampaio – DRT 6319
Quem diria que um homem que obteve mais de 8.000 votos de aprovação num universo de pouco de mais 12.000 julgadores, se transformaria num desses ferozes devoradores de raças em extinção, em especial da sua própria espécie?
O que podemos observar é o acabamento de uma geração de jovens com futuro promissor, e aqueles que alcançaram as idades avançadas, sofrendo a larga decepção de ter seus nomes veiculados em matérias de jornais e na boca do povo, às vezes até fedida.
Num processo desses que se alcança mais de 1.600 laudas apenas na fase inicial, não se degusta em ao menos 10 anos de instrução, julgamentos e recursos, e isso vai impossibilitando o avanço desses jovens aos programas de incentivo do governo, inclusive ao crescimento intelectual.
Os processos criminais, civis e administrativos do qual se envolvem as pessoas, quase impossibilita uma aposentadoria saudável, se analisarmos 16 futuros anos pagando salgadas prestações. E se não pagar, o credor vai a juízo executar os bens conquistados a longos anos trabalhados.
A administração pública é obrigada a apurar os fatos, sob pena de prevaricação de seus agentes públicos, e alcançando a verdade deles tem o dever legal de punir os infratores, que quase sempre sofre demissão como forma de punição e exemplo aos demais servidores.
Aos jovens demitidos a bem serviço público, resta-lhes aguardar 04 dolorosos anos para se submeter a um novo certame, para novamente ingressar no estado, quanto aos idosos e com a idade avançada, o que fazer seus Josés? Talvez o tempo poderá dar a resposta coerente. Empresa privada dificilmente recebe ex-funcionário público.
Um agente que ao menos pensam nos seus ascendentes e descendentes e invade o ninho como um algoz, merece ser execrado e severamente punido pelas suas irresponsabilidades, e principalmente pela maldade que imperou no seu coração, que para saciar seus desejos é capaz de extinguir a sua própria raça, o seu próprio povo.
Os envolvidos jamais serão esquecidos e nunca esquecerão da sua própria chacina moral, do seu nome envolvido numa fraude que nada lhes rendeu, salvo a desmoralização e o prejuízo financeiro. O pior é que alguns chacinados foram obrigados a mentir para salvar seu algoz da ira do caçador.