
As investigações foram pautadas no fato de funcionários que ganham apenas um salário mínimo estarem pagando prestações mensais do empréstimo no valor equivalente a R$ 3.700,00, inclusive pessoas que nem eram funcionários.
Na relação dos beneficiários figuram nomes de um policial militar, um serventuário da Justiça em Itajuípe, que é sobrinho do prefeito, uma professora e uma empresaria que fornece peças à prefeitura.
O MP baiano através dos promotores Valmiro Santos Macedo, Paulo Faustino, Marcio Clovis Bósio Guimarães, Leila Adriana Seijo Figueiredo e Ana Paula Limoeiro pediram ao Judiciário a quebra de sigilo bancário e telefônico do prefeito e dos outros 28 envolvidos.
Num trecho de uma conversa telefônica aparece um advogado pressionando o seu constituído a pedir dinheiro ao prefeito sob pena de entregar toda a fraude. Nos depoimentos à justiça as conversas foram confirmadas por um dos denunciados.
Os quatro não funcionários já estão respondendo a Processo Criminal na Comarca de Una, por estelionato e falsidade ideológica, enquanto Zé Pretinho e os outros 24 investigados devem ser denunciados ao Tribunal de Justiça da Bahia, pelo Procurador Geral da Justiça.
Os contra-cheques e a autorização de desconto estão assinados pelo irmão do prefeito Sr. Antonio Bispo dos Santos, O Milí que à época era secretário das Finanças do município e abonou salários de cerca de R$ 9.000 dos beneficiários do empréstimo, inclusive o próprio.
Existe uma suspeita de que Milí falsificou os contra-cheques dos beneficiários e pode a qualquer momento ter a sua prisão preventiva decretada pelo TJB, vez que nos depoimentos os beneficiários negam ter recebido qualquer quantia ou prestados qualquer serviço na prefeitura.
O sobrinho do prefeito afirmou ao Dr. Ricardo Dias de Medeiros Netto de que o dinheiro que foi sacado foi entregue a seu tio Mili, os demais afirmam que utilizaram em benefícios próprios, o que contraria com as movimentações financeiras.
Existem outras investigações contra Zé Pretinho no MP baiano sobre fraude em processo licitatórios, pagamentos a empresas inexistentes, e em contrato com a empresa TR Almeida, desta cidade.
Também investiga o prefeito o Ministério Público Federal sobre desvio de recursos do FUNDEB, royalties e outras verbas federais, enquanto na PF corre um inquérito sobre o destino de cerca de R$ 600 mil para a construção de casas populares.