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Radialista Renê Sampaio - DRT 6.319 |
É público e notório que a pratica política
administrativa implantada nos últimos dez anos no Brasil é de fato salutar importância
no combate a corrupção nos municípios, quanto aos recursos próprios, pois os
prefeitos antigamente andavam com o talão de cheque do município no bolso para
as suas farras e de seus apadrinhados. O Estado brasileiro, então resolveu
canalizar esta liberdade através das verbas carimbadas, através das ações sociais,
porém o contraponto é que os recursos de liberdades dos prefeitos ficaram
escassos e as verbas carimbadas não suprem as necessidades dos municípios. Um
PSF, por exemplo, recebe R$ 9.600,00, mas a entidade municipal tem que investir
R$ 36 mil.
Por outra forma, a União, no pretexto
de equilibrar e aquecer a economia, reduziu tributos que atingiram diretamente
os municípios na receita do FPM. Resumindo, as verbas que não são carimbadas,
malmente servem para pagar folha de servidores, iluminação pública e limpeza
urbana. E, no caso dos municípios inadimplentes, como é o nosso exemplo, o
prefeito ainda precisa sacrificar parte da escassa receita para pagar
parcelamento da União. Os municípios produzem as riquezas do país para a União
administrar.
O povo foi às ruas, dizendo que o “gigante
acordou”. Nada adianta acordar se não tiver ação com razão. Foi testemunhado
pela sociedade unense, um professor reivindicar gabinete para o vice-prefeito e
que este tomasse parte na administração. Houve, também, estudantes que pediram
micareta. O que se ver são clamores de moradores da zona rural rogando por
melhoria nos acessos vicinais, o povo pedindo melhoria na educação e na saúde,
que anda em maus lençóis. Não haveria uma incoerência nas reivindicações do “Pobre
giganTe”?
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Não tem dinheiro para pneus vai fazer micareta. |
O município não tem dinheiro para
consertar as estradas e melhorar os distritos. O PSF do Marcel Ganem, jamais
funcionou e o hospital anda capenga, que nem lençol tem. Nem pintura, as
escolas levaram este ano. Três ônibus e uma par carregadeira encontram-se
abandonados numa área federal, por falta de recurso para consertar e trocar os
pneus. E de repente o município desembolsa cerca de R$ 200 mil numa festa, em
que, aproximadamente, 10% deste recurso ficam no município, pois o restante quem
leva são as empresas de bebidas, empresários de bandas, trios, palco e
iluminação. Entendemos um paradoxo no pedido do povo, com respeito, aos que
pensam ao contrário.
Não temos procuração para defender às
ações da prefeita Diane Rusciolelli, mas entendemos, que embora, não exista a
tão sonhada transparência governamental, a dita tem se posicionado aos novos
moldes da administração pública, com o controle dos gastos públicos, cartão de
abastecimento é um exemplo. Ainda falta muito, para chegar ao sonhado governo
da mudança, mas já existe uma sinalização de equilíbrio e responsabilidade
neste governo.
Lembre-se que Una teve um prefeito que
sacrificou o salário dos servidores para realizar a tão sonhada festa de
Micareta, e depois chorou (lágrima de crocodilo), fechou um clube da
cidade, oferecendo cerveja, refrigerante e sanduíche, para dividir esses salários
em 10 parcelas sem juros, deixando o servidor chupando dedo. As magnificas festas de
Micareta dos anos de 2005, 2006 e 2007 custaram cerca de R$ 400 mil aos cofres
públicos, cada uma.
Acaso, a prefeita decida por não fazer
a micareta, ela está acobertada de razão. O povo precisa de estradas, saúde e
educação. A diversão é importante no meio da sociedade, mas quem sabe, no próximo
ano, os nossos deputados não apareçam para ajudar a prefeita a realizar uma
grande festa e fazer com que o povo esqueça a deste ano? Lembrem que 2001, não
houve Micareta, mas em 2002 teve até congestionamento de trio, que um teve,
ineditamente, de tocar em macha-ré. Ademais, a festa é do povo, quem tem que
fazer é povo, como sempre aconteceu. Diane está certa, primeiro o dever de
casa, depois a diversão.