Por: Bel em Direito e Radialista Renê Sampaio - DRT 6319

A imagem colhida pelo nosso blog reflete a seca que assola o nosso município pelo período de sete meses sem chuva e os nossos afluentes já começaram a dar sinal de enfraquecimento do nosso lençol freático. Pelo Rio São Pedro já não se pode mais navegar e o riacho no interior da CEPLAC, denominado de Roda Dágua, já não é possível a concentração de jovens nessa época do ano para se refrescar em suas águas gelada vindo diretamente da mata.
Antes ponto de alegria. Agora é só tristeza |
Este efeito danoso é fruto de uma pseudo-política de desenvolvimento econômico e que tem um custo alto a nossa cultura e as vidas futuras de nossas crianças e de nossos jovens. O pior é que as autoridades ambientalistas enxergam o prejuízo e não tomam qualquer providência. Nem o Ministério Público, nem a Secretária Municipal de Meio Ambiente, nem o INEMA e nem o IBAMA já tomaram medidas para coibir o uso da água de forma exacerbada na irrigação do cafezal de alguns, em detrimento do uso humano, por todos.
Na região do São Pedro um agricultor conseguiu desviar o percurso do rio para dentro de sua propriedade e a poucos quilômetros do centro da cidade com destino ao distrito de Colônia, um deles implantou um sistema de captação de água para irrigação com uma bomba muito superior ao da empresa estatal que fornece água potável ao município. Um vizinho disse ao nosso blog que pela manhã quando ligam a bomba o rio seca cerca de 10 (dez) cm.
As autoridades responsáveis pela proteção ambiental precisam ser alertadas pela sociedade para que alguma providência administrativa e/ou judicial seja tomada, com o objetivo de proteção de nossas riquezas naturais e que o seu uso seja para atender aos anseios da coletividade. Acaso, isso não ocorra poderemos cair na profecia de Antonio Conselheiro que no século XIX disse que o sertão viraria mar e o mar se tornaria sertão.