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| Radialista Renê Sampaio DRT 6.319 |
Protestar é um ato que tem respaldo
legítimo dentro da Constituição Federal, porém a própria Carta Magna coíbe o
cerceamento de liberdade das pessoas. O que se analisa, neste momento, são
conflitos de princípios, o de liberdade de expressão e do direito da liberdade
de ir e vir, e, neste caso, entra o princípio da proporcionalidade e
razoabilidade, ou seja, o papel do negociador, que tolerou o crime contra o
meio ambiente e o cerceamento das pessoas circularem livremente em favor de uma
solução razoável e proporcional do protesto, o que de fato ocorreu.
A sociedade se revolta, e com
razão, dos atos de violência que ocorrem a seu redor, todavia esta mesma
sociedade é incapaz de denunciar os criminosos que circulam as suas redondezas.
É público e notório que a alguns maus elementos na classe de mototaxista que
estão a serviço do crime, porém ganham o corporativismo dos colegas, em não
denunciar as praticas criminosas às autoridades competentes, mesmo que
anonimamente.
Pois bem, os índices de
violências alarmantes dentro da sociedade é fruto do tráfico de entorpecente,
em especial, o de crack, todavia há indivíduos que colaboram com essa pratica,
mas vai as ruas protestar. O nosso amigo Tonho, talvez perdeu a sua vida, por consequência
desse mal, a droga que suja o país. O cara que usa, vende ou transporta droga e
vai a rua manifestar contra a violência, com respeitos ao pensam contrariamente,
mas é um imoral e não tem legitimidade para o protesto desta natureza.
O Conselho Comunitário de
Segurança é um mecanismo da sociedade para auxiliar o Estado no combate à
criminalidade, mas quando se fala em formar a diretoria, a sociedade imediatamente
se eximi da responsabilidade. A segurança e dever do Estado, mas a
responsabilidade é de toda sociedade, diz a Constituição Federal. Portanto, a
sociedade não pode se eximir da responsabilidade com a segurança pública.
A comunidade tem o direito de
se manifestar de protestar, mas também tem o dever de cuidar do direito dos
demais, tem a obrigação de ajudar a autoridades no combate a criminalidade,
denunciando os criminosos, mesmo que anonimamente. O protesto contra a
violência deve ser diário e não nesses momentos de dor e angústia, que vive a
sociedade de Una, com a morte de um pai de família. Incluo-me neste momento
solidário a família do falecido e faço coro ao protesto de forma pacífica e
ordeira, sem danos a terceiros.








